REFUNDAÇÃO?

É evidente que tem que haver sensatez por parte dos politicos Portugueses –  a triste verdade, é que temos primeiro que ajustar as despesas em geral, publicas e privadas, ao nível do PIB percapita Português e, para isso, é preciso reformar a organização do estado, a Segurança Social, o SNS, o sistema de Justiça … Só quando reformarmos é que poderemos, então, reiniciar o crescimento em bases mais sustentáveis. É isso que o governo,  a Sra Merkle e outros dizem.

Ao redimensionarmos, numa primeira fase, temos que empobrecer. Isso já está a suceder, por exemplo, com a queda do valor do imobiliário, os aumentos dos impostos, taxas e tarifas e os cortes nos vencimentos dos funcionários públicos, os quais terão se repercutirão na redução dos rendimentos e riqueza das famílias.  Se o governo teve que aumentar os impostos, sacrificando de sobremaneira a classe media, não será porque o PS não quer acordar em reduzir as despesas e a dimensão do estado social?

Reestruturar não é necessariamente  destruir, é reformar, redimensionar, repensar a racionalidade dos sistemas de cobertura de riscos sociais adaptando-os às novas realidades e condicionantes; manter a equidade de acesso mas, tornando-o mais selectivo e reordenando as prioridades e  grupos de beneficiários..

A nossa geração hipotecou o futuro dos seus filhos, por isso, muitos deles têm que emigrar. É fácil culpar as políticas da UE e da liderança Alemã mas, graça à solidez da sua economia, eles estão a receber jovens nossos.  Esperemos que estes regressem com mais experiência à pátria Lusa.

Pululam na imprensa os comentadores que retratam os Alemães como  “papões”.  Mas será que não leram a noticia de que o Deutch Bank vai despedir 2000 funcionários (em 2013)?    A Alemanha está também a sentir a necessidade de reestruturar, embora tenha excedentes da sua balança de pagamentos. Mesmo sendo o motor da esperada recuperação da economia  da UE, está a  dar o exemplo com a adopção de medidas  de alguma contenção. A Alemanha e a França têm que suster o sistema do euro mas, concordo com a A. Merkle de que o BCE não deva fabricar mais euros para mantermos o nosso consumismo desgovernado como no passado. Ou seja:

Ou refundamos, e a Troika, e/ou os mercados, asseguram o necessário fluxo de euros, ou “afundamos” – a bola está do nosso lado, por enquanto!!!

Pensamento positivo!!!!! Havemos de sair desta se nos mantivermos unidos!!!!   (Escrito em 5-7-2013)

Sobre anabrav

Professora universitária Área de especialização: Economia Gostos: literatura, poesia, cinema, musica comentar economia e política
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