Having a Coke with You

by Frank O’Hara

is even more fun than going to San Sebastian, Irún, Hendaye, Biarritz, Bayonne
or being sick to my stomach on the Travesera de Gracia in Barcelona
partly because in your orange shirt you look like a better happier St. Sebastian
partly because of my love for you, partly because of your love for yoghurt
partly because of the fluorescent orange tulips around the birches
partly because of the secrecy our smiles take on before people and statuary
it is hard to believe when I’m with you that there can be anything as still
as solemn as unpleasantly definitive as statuary when right in front of it
in the warm New York 4 o’clock light we are drifting back and forth
between each other like a tree breathing through its spectacles

and the portrait show seems to have no faces in it at all, just paint
you suddenly wonder why in the world anyone ever did them

I look
at you and I would rather look at you than all the portraits in the world
except possibly for the Polish Rider occasionally and anyway it’s in the Frick
which thank heavens you haven’t gone to yet so we can go together the first time
and the fact that you move so beautifully more or less takes care of Futurism
just as at home I never think of the Nude Descending a Staircase or
at a rehearsal a single drawing of Leonardo or Michelangelo that used to wow me
and what good does all the research of the Impressionists do them
when they never got the right person to stand near the tree when the sun sank
or for that matter Marino Marini when he didn’t pick the rider as carefully
as the horse

it seems they were all cheated of some marvelous experience
which is not going to go wasted on me which is why I am telling you about it

by Frank O’Hara

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Splendour in the Grass

Splendour in the Grass

 What though the radiance
 which was once so bright
 Be now for ever taken from my sight,
 Though nothing can bring back the hour
 Of splendour in the grass,
 of glory in the flower,
 We will grieve not, rather find
 Strength in what remains behind;
 In the primal sympathy
 Which having been must ever be;
 In the soothing thoughts that spring
 Out of human suffering;
 In the faith that looks through death,
 In years that bring the philosophic mind.

William Wordsworth

This poem inspired the film “Splender in the grass” in 1961.

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“O mar dos meus olhos” de Sophia de Mello Breyner

Há mulheres que trazem o mar nos olhos, Não pela cor, mas pela vastidão da alma

E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos

Ficam para além do tempo, como se a maré nunca os levasse

da praia onde foram felizes

Há mulheres que trazem o mar nos olhos, pela grandeza da imensidão da alma,

Pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens.

Há mulheres que são maré em noites e tardes de calma…

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História do Halloween

(do blog Alémdaimaginação)

O Dia das Bruxas (Halloween é o nome original na língua inglesa) é um evento tradicional e cultural, que ocorre nos países anglo-saxônicos, com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações dos antigos povos, sendo que não existe ao certo referências precisas de onde surgiram essas celebrações.

A palavra Halloween tem origem na Igreja católica.
Vem de uma tradição contraída do dia 1 de novembro, o Dia de Todos os Santos, é um dia católico de observância em honra de santos.
Mas, no século V DC, na Irlanda Céltica, o verão oficialmente se concluía em 31 de outubro.
O feriado era Samhain, o Ano novo Céltico.
Alguns bruxos acreditam que a origem do nome vem da palavra Hallowinas – nome dado às guardiãs femininas do saber oculto das terras do norte (Escandinávia).

Mas os estudiosos dizem que a palavra Halloween surgiu da seguinte forma:

O nome é, na realidade, uma versão encurtada de “All Hallows’ Even“(Noite de Todos os Santos), a véspera do Dia de Todos os Santos (All Hallows’ Day).
Hallow” é uma palavra do inglês antigo para “pessoa santa” e o dia de todas as “pessoas santas” é apenas um outro nome para Dia de Todos os Santos, o dia em que os católicos homenageiam todos os santos. Com o tempo, as pessoas passaram a se referir à Noite de Todos os Santos, “All Hallows’ Even“, como “Hallowe’en“, e mais tarde simplesmente “Halloween

O Halloween marca o fim oficial do verão e o início do ano-novo.
Celebra também o final da terceira e última colheita do ano, o início do armazenamento de provisões para o inverno, o início do período de retorno dos rebanhos do pasto e a renovação de suas leis.
Era uma festa com vários nomes: Samhain (fim de verão), Samhein, La Samon, ou ainda, Festa do Sol.
Mas o que ficou mesmo foi o escocês Hallowe’en.
Uma das lendas de origem celta fala que os espíritos de todos que morreram ao longo daquele ano voltariam à procura de corpos vivos para possuir e usar pelo próximo ano. Os celtas acreditavam ser a única chance de vida após a morte.
Os celtas acreditaram em todas as leis de espaço e tempo, o que permitia que o mundo dos espíritos se misturassem com o dos vivos.

Como os vivos não queriam ser possuídos, na noite do dia 31 de outubro, apagavam as tochas e fogueiras de suas casa, para que elas se tornassem frias e desagradáveis, colocavam fantasias e ruidosamente desfilavam em torno do bairro, sendo tão destrutivos quanto possível, a fim de assustar os que procuravam corpos para possuir, (Panati).
Os Romanos adotaram as práticas célticas, mas no primeiro século depois de Cristo, eles as abandonaram.
O Halloween foi levado para os Estados Unidos em 1840, por imigrantes irlandeses que fugiam da fome pela qual seu país passava e passou ser conhecido como o “Dia das Bruxas”.

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The Ten Commandments of Blogging

The Ten Commandments of Blogging.

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http://www.poemsfromtheportuguese.org/Vasco_Graca_Moura

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A Poem – by Ana Luisa Amaral

The most perfect image

Were I to sweep every morning this shrub’s
spiky leaves off their harbouring ground,
then I would have a perfect metaphor for the reason
why I’ve come to unlove you. Were I to wipe clean
every morning this window pane and feel
beyond my reflection the distracted transparency
of nothingness, I would see that the shrub
is but a small inferno in the absence of the decasyllabic flame.
Were I to look every morning at the cobweb woven between
its branches, then I would also understand the imperfection
that eats at its thread, from May to August,
disarming its geometry, its colour. Were I even now
to see this poem in the manner of a conclusion, then I would notice
how its lines grow, unrhymed,
in an uncertain and discontinuous prosody
unlike mine. Like slow wind, eroding. I would also learn
that longing belongs to a web woven in another time,
a memory of some insistent beauty perched
on some neuron of mine: the fire of a funeral pyre.
The most perfect image of art. And of farewell.

A mais perfeita imagem (in Portuguese)

Se eu varresse todas as manhãs as pequenas
agulhas que caem deste arbusto e o chão que
lhes dá casa, teria uma metáfora perfeita para
o que me levou a desamar-te. Se todas as manhãs
lavasse esta janela e, no fulgor do vidro, além
do meu reflexo, sentisse distrair-se a transparência
que o nada representa, veria que o arbusto não passa
de um inferno, ausente o decassílabo da chama.
Se todas as manhãs olhasse a teia a enfeitar-lhe os
ramos, também a entendia, a essa imperfeição
de Maio a Agosto que lhe corrompe os fios e lhes
desarma geometria. E a cor. Mesmo se agora visse
este poema em tom de conclusão, notaria como o seu
verso cresce, sem rimar, numa prosódia incerta e
descontínua que foge ao meu comum. O devagar do
vento, a erosão. Veria que a saudade pertence a outra
teia de outro tempo, não é daqui, mas se emprestou
a um neurónio meu, uma memória que teima ainda
uma qualquer beleza: o fogo de uma pira funerária.
A mais perfeita imagem da arte. E do adeus.

© Translated by Ana Hudson, 2008
in A arte de Ser Tigre, 2003

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